Quatro Toques

Muralha fechou os olhos. A mão desfigurada de Antônio era a mão de Lucca.

O monstro que já tinha sido chamado pelos piores nomes conhecidos pela humanidade se dobrou.

Abraçou o filho com a força de quem não queria que ele sumisse de novo. O abraço não era de afeto. Era um ato desesperado.

— Lucca... Me perdoa filho. Eu devia ter cuidado de você desculpa.

Foi a primeira vez que Antônio sentiu aquele abraço, mas sentiu como se conhecesse. Não percebeu, mas bateu quatro vezes com os dedos no ombro do pai.

Um código que tinham entre eles, só os três...

Lara, Muralha e Lucca.

Cada toque com os dedos era uma palavra... EU AMO MUITO VOCÊ.

— Meu Deus! Obrigado.

O choro de Muralha ficou mais alto, desesperado... não se afastou. A esperança daquele abraço foi a única coisa que o prendeu à sanidade pelos últimos cinco anos.

Ergueu o corpo e com ele o filho.

— Você não se lembra de nada, Lucca?

Antônio se afastou um pouco.

Ele estava acostumado ao cheiro doce de Ive, à voz suave. Aquele homem e
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