Ele não se lembrava de muitas coisas, algumas memórias pareciam confusas, mas outras eram claras. Tentou organizar tudo como se contasse um filme da própria vida.
Exatamente como Ive tinha feito por ele ao narrar as imagens bonitas de “Amor além da Vida”
— Antônio nasceu em um dia bonito, o acampamento estava passando por uma cidade bem longe e então a minha deja olhou para o chão e uma erva mágica estava ali. Ela abaixou para pegar e eu nasci.
— Que cidade, Antônio. Onde você nasceu?
Ive pensou que se o namorado se lembrasse sozinho, não teria problema.
— Não sei, minha mãe sabe o nome, eu esqueço. Sempre esqueço.
Ive beijou o peito de Antônio e sussurrou para que o rapaz continuasse a história.
— E depois? Conta.
— Meu pai era o chefe do acampamento. Ele encontrou um lugar e mandou que todos montassem as barracas. A maior e mais bonita foi para minha deja colocar Antônio.
Ele usava a palavra, mas não sabia dizer o que significava bonito, sempre tinha ouvido que ouro era a coisa mais