O pai de Ive parou de falar imediatamente. Os olhos arregalados, a boca entreaberta e palidez molhada de um suor que pareceu vir da alma.
Tentou focar em alguma coisa, mas a sala estava girando, os móveis dançando e uma escuridão ameaçou tomar conta da sua visão.
Chamou pela única pessoa que sempre foi a sua força.
A voz um sussurro quase morto.
— Pequena.
Sara já estava ao lado do marido, só ele não tinha percebido que a esposa o segurava com medo de que aquela montanha de músculos simplesmente desabasse.
E estava prestes a acontecer.
Ivan se sentou na poltrona, olhando para o nada como se a mente não tivesse forças para fazer nada além de mantê-lo acordado.
A mãe de Ive olhou para a filha com um meio sorriso.
— Ive, mocinha! Não pode brincar com isso, não tiveram tempo para isso.
— Tivemos sim. E o Lucca ainda achava que era o Antônio quando fizemos essa criança.
A menina acariciou a barriga com tanta convicção que Sara achou que realmente fosse possível.
— Droga, Ive. Você