Laura e Ive não se tornaram apenas amigas, acabaram se tornando cúmplices, confidentes e a mãe de Vini já conhecia quase toda a história da amiga com Lucca.
E foi em um final de semana que as coisas ficaram estranhas para Ive.
O plano era simples, ir à festa que Tako estaria, beber um pouco, esbanjar beleza e voltarem para casa.
Nada fora do comum, mas enquanto Laura estava no spa, Ive saiu para buscar algo.
Ligou para o pai confirmando que tinha conseguido retirar a encomenda.
— Pai… acabei de pegar.
— E aí? Tudo certo?
Ive abriu a caixa no banco do carro e franziu o nariz.
— Tudo. Mas é pequena. Pequena de verdade. Parece até que veio de brinde numa revista.
Do outro lado da linha, Ivan deu risada, aquele riso grosso que fazia a filha se sentir segura, mesmo que estivessem longe um do outro.
— Você queria o quê, Maçãzinha? Um canhão? Você também é pequena.
— Sim, mas… pai, isso é discreto demais.
— É assim que funciona. Quem precisa aparecer usa coisa grande. Quem precisa sob