O que Ive chamava de castigo era na verdade o que Lucca acreditava ser o mínimo que podia fazer pela namorada. Ele a amava e não podia oferecer alguém incompleto, defeituoso.
Ive precisou esperar, mas já não reclamava, o tempo sem saber nada, sem aquela voz grossa dizendo que a amava, sem as mensagens de bom dia. O tempo sem ele fez com que a menina percebesse que o mínimo que o amor pode oferecer, sempre será mais do que o vazio das relações vazias e sujas que o mundo costuma dar.
Doug era o vazio de um beijo cheio de sujeira, enquanto Lucca era a beleza plena de um homem que a fazia se sentir perfeito, mesmo que só por telefone.
Sentia saudade, queria ter feito escolhas diferentes, jamais ter ido embora por algo que Lucca tivesse falado.
Ela havia feito uma tempestade por vergonha, mas tinha sido ele a oferecer a melhor experiência da sua vida.
Foi em meio a essa saudade que o tempo passou, dois meses de mensagens, conversas, toques solitários onde ela gozava ouvindo Lucca dizer