Pedro sentiu o peso da pergunta.
O rosto destruído, as pernas doíam tanto que pareciam anestesiadas, nunca esperou amor de Patrícia, tinham passado só uma noite juntos, esperava humanidade.
Pensou em gritar que não se importava, ainda assim só de olhar para a menina o fazia apertar os olhos.
— Solta ela, eu te levo onde está o cachorro.
Muralha apenas negou, já tinha o nome da rua onde o cãozinho estava, podia procurar sozinho.
Voltou para perto de Patrícia, ficou de joelhos ao lado da cabeça da garota, ela tentou pedir, o som que saía era só um ronco disforme misturando ar e sangue.
Ele enrolou os cabelos da estudante da mão e começou a traçar o caminho exato do couro cabeludo, a lâmina perdeu parte do corte no processo, então ele precisou usar um pouco mais de força.
Patrícia se debateu, defecou e vomitou, mas nada disso fez com que Muralha esquecesse que ela era a culpada por ele ter viajado centenas de quilômetros com o filho suando de dor.
O couro cabeludo da garota foi a