Poucas coisas eram capazes de fazer Muralha esquecer a razão. Provavelmente, apenas uma pessoa tinha esse poder sobre ele. Bastaria que Lara pedisse e o pai de Lucca mataria quem quer que fosse.
Algo bom, mas que carregava um preço oculto. O ciúme de Muralha era tão irracional quanto o de uma criança.
Ivan e ele eram amigos.
No entanto, isso não significava que o pai de Ive tinha o direito de olhar para Lara e o que Muralha viu foi o compadre olhando para a sua esposa em roupa de banho com uma intensidade que não deveria existir.
Cutucou o ombro de Ivan e quando o senhor olhou para ele sorrindo, a cabeçada surgiu certeira como um míssil.
A visão de Ivan embaçou, os olhos que já estavam lagrimejando derrubaram as lágrimas sem que fossem de emoção ou tristeza.
O sangue voltou a escorrer e ao mesmo tempo em que Muralha soltou a cabeça do amigo, Ivan caiu para trás como uma tábua solta. O corpo reto, os olhos abertos... simplesmente despencou.
— Padrinho!
Lucca foi o primeiro a co