O luxo que Lucca havia proporcionado era perfeito e os dias que passaram lá também foram, mas Lara tinha uma promessa a cumprir.
O retorno foi mais rápido, mas Muralha permaneceu com os braços cruzados durante toda a viagem. Aos poucos e depois de alguns cochilos, Lara acordou com o cheiro de asfalto ocupando a lembrança da maresia.
Apesar de tudo. Aquele lugar tinha cheiro de dor e saudade.
A casa imponente e cercada por muros altos e seguranças que não usavam uniformes. Os olhos gritavam que aquele era território da Organização.
Para Lara, eram só restos imprestáveis. Não gostava da ideia de a Máfia manter espaços como aquele, não havia conseguido evitar, não em meio a bagunça que estava a própria vida.
Depois Muralha a fez esperar, o que para a mãe de Lucca parecia perfeito, para ele era como um sacrilégio.
A diretora apareceu em seguida. O rosto cansado, mas tentou o seu melhor sorriso.
— Ele está no pátio. Não quer vir.
Muralha continuou encostado na parede, os braços cru