O coração de Ive batia tão forte que chegou a doer no peito, Antônio não entendeu e se encolheu com a mão no rosto.
— Não bate em Antônio. Eu não faço mais.
O rapaz tinha certeza de que Ive estava brava por ele a chamar de anjo, mas depois os beijos dela se misturaram ao gosto do sangue e ele ficou ainda mais confuso.
Gostava de beijo, então ficou quietinho.
Ivan tentou se aproximar, não queria que a filha falasse sobre isso com o rapaz, não sabia como a revelação poderia ser para Antônio.
— Ive, vem comigo.
Ela chorou e se agarrou ao namorado.
— NÃO, PAI! O SENHOR NÃO ENTENDE!
O desespero dela fez Antônio reagir. O rapaz segurou o punho do sogro e a voz saiu diferente da doçura de sempre.
— Não machuca, Ive. Ela fica com Antônio.
Apesar da dor, o senhor tentou respirar fundo, controlou o tom de voz.
— Ive é minha maçãzinha, não vou machucar vocês, Antônio. Ela está chorando, preciso conversar com ela. Só conversar.
A menina soluçava nos braços do namorado, ela se agarrava tanto que n