Naquele dia Ive andou de um lado para o outro por horas.
Antônio estava atrasado.
Ela já tinha comprado o café que ele gostava três vezes.
Sempre que a espuma sumia ela jogava fora e comprava outro.
O amigo havia gostado do capuccino, ficava com a boca cheia de espuma de leite e depois passava a língua.
Ive gostava de ver, o coração disparava, o ar sumia... sentia vontade de limpar ela mesma.
Nunca fez.
Agora enquanto pedia o segundo capuccino na padaria que sempre tomava café com o amigo.
Tentava fazer uma lista mental de onde tinha errado.
Não se lembrava de nada que tenha feito ou falado que pudesse magoar Antônio.
E ele nunca tinha se atrasado.
Ligou para uma amiga, conversaram por horas.
Pareceu uma boa estratégia para não se angustiar com o tempo.
Ajudou, mas não resolveu.
A padaria fechou e ela ficou segurando o último café que eles aceitaram fazer para ela.
— Ele não vai vir menina. Comprar cafés não muda isso.
Ive ergueu os ombros, o queixo tremeu.
— Ele sabe que eu estou esp