O casarão Belmonte nunca esteve tão cheio, mas, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão silencioso. Meus pais estavam ao meu lado, minha mãe segurando minha mão com força, como se quisesse me manter inteira. Meu pai permanecia de pé ao lado do sofá, o olhar perdido no chão, a expressão fechada. Irene, Felipe, Carol, Ana… Todos estavam ali, me cercando de apoio. Mas, por dentro, eu me sentia vazia.
Era como se minha alma tivesse ficado presa no meio das chamas que consumiram minha casa. A casa que a