O quarto estava meio escuro, mas a luz da manhã já começava a se esgueirar pelas frestas das cortinas. Henrique ainda estava ao meu lado no sofá, respirando devagar, como quem dorme profundamente. Em algum momento da noite, ele apagou, mas eu não consegui fechar os olhos. Não depois de tudo o que tinha rolado.
Levantei devagar para não acordá-lo e fui até a janela. Afastei as cortinas só um pouco, o suficiente para enxergar o horizonte. O céu de Vegas estava mudando, as luzes piscantes da cid