Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse Morgana Jones, é herdeira de uma fortuna, perdeu seus pais no mesmo dia em um acidente de carro, se sente solitária, e descobre traições do seu noivo, o único a qual ela achava que passaria o resto da sua vida. Após isso, ela sai para beber em uma boate e um desconhecido a leva para seu apartamento, no primeiro momento ela pensou ser alguém mal intencionado querendo fazer-la mal. Mas o Sr. Misterioso queria apenas ajudar. Com a química evidente entre eles, ela resolve transar com esse misterioso que não quis se indentificar. Vicente Esposito, é um italiano, vindo de uma família mafiosa, ele se torna chefe da máfia e CEO da empresa da família. Seu pai era amigo dos pais de Morgana, e ele era apaixonado por ela na adolescência, mas ela o rejeitou e eles nunca mais se viram desde então. Ele não queria ver ela nem pintada de ouro, mas cometeu a besteira de ajudar-la em uma boate e não resistiu a tentação. Ele viu a vantagem dela não ter o reconhecido e se aproveitou, jurando nunca mais chegar perto dela de novo. Mas o destino estava afim de brincar com os dois, colocando-os no caminho do outro e com uma ligação que durará a vida inteira: Um filho.
Ler maisCapitulo 01
10 ANOS ATRÁS. VICENTE Olho para meu reflexo no espelho. Há alguns meses atrás não era essa imagem que costumava me olhar de volta. Tenho 16 anos e estou acima do meu peso, tudo isso devido as crises de ansiedade que passei a ter, depois de presenciar minha mãe sendo morta na minha frente, em um ataque a nossa mansão. As terapias têm me ajudado bastante, mas não foram suficientes para evitar a compulsão alimentar, que resultou em quinze quilos a mais e princípio de diabetes. Não fiquei obeso, mas segundo a avaliação da minha nutricionista estou acima do peso para a minha altura e idade. As cobranças para a sucessão na máfia começaram e não tem me ajudado em nada, apenas me deixando ainda mais ansioso e descontado tudo na comida. Em que momento eu me tornei a porra de um fraco? Sou o único filho homem, e vem minha irmã três anos mais nova, ela quer se desligar totalmente dos negócios da máfia e cursar moda. Eu não tive a mesma sorte, não tive escolha. Mesmo se tivesse, não deixaria o império que meu pai construiu para os sangue suga destruir. Meu pai é um mafioso justo e bondoso, isso não tira o fato de que ele me dá uns bons gritos quando necessário, ou me cobra que eu tenho que passar confiança, e minha aparência de pobre coitado não tá ajudando. Ele diz isso sem se referir ao meu ganho de peso, ele sabe o quanto foi difícil e o tanto que estou indo para as terapias e tomando os remédios de ansiedade certinho para ficar minimamente bem. Ele não me pressiona a perder peso, na verdade, isso não é nenhum problema, e sim as pessoas me acharem fraco. Ainda assim, decidi me esforçar mais, por mim e pela minha saúde. Comecei a pegar pesado na academia aqui da mansão e paguei um personal que começa na próxima semana. Minha nutricionista me avaliou e passou uma dieta rígida e irei focar no meu corpo. Olho para meu reflexo no espelho mais uma vez, ajeito meu smoker e a gravata. Estamos fora do nosso país, viemos exclusivamente para o aniversário de Morgada. A garota mais linda que eu já conheci. Os pais dela são sócios e amigos do meu, eles são donos da maior empresa de segurança de Nova York, compram armas conosco e tem sociedade com nossas empresas, sem ninguém saber que são envolvidos com nossa máfia, é claro. Morgana é filha única, tem exatamente um ano que nos vimos. Eu já a tinha visto outras vezes em eventos, ou visitas rápidas que fazíamos a sua casa, mas nunca tinha prestado tanta atenção nela como no ano passado, em seu aniversário de quatorze anos. Conversamos bastante aquele dia, pedi permissão para tirar uma foto dela e disse ser um ótimo pintor, o que não é nenhuma mentira. Prometi fazer uma pintura exclusiva. Ela pareceu ter ficado empolgada, o que me deixou ainda mais encantado. Devido a morte da minha mãe e tudo que aconteceu no último ano, não nos vimos mais, então agora, no seu aniversário de quinze anos é uma ótima oportunidade de levar a pintura que fiz do seu rosto. Junto a um colar de diamantes que encomendei exclusivamente para ela. Meu pai sempre me falou que temos que ser homens decididos que sabem o que querem. Eu sei que quero ela. Irei cortejá-la, até ela fazer dezoito e eu poder pedir-la em namoro. Sei que o meu interesse é recíproco porque quando conversamos, também nos beijamos, mas fomos interrompidos por minha irmã. Aquela estraga prazeres. Seu gosto está na minha boca como se o beijo tivesse acontecido ontem. Estou ansioso para caralho. — É sério que você vai mesmo dar uma pintura de presente para ela? — indaga, minha irmã. Eu nem vi quando ela entrou. — Qual o problema? — pego a moldura em que coloquei a pintura que fiz e procuro o papel de presente para embalar. — Ela é rica, poderia dar algo com mais valor. — Sugere, tomando a pintura e começando a embalar. Bufo e deixo, não levo jeito com isso e provavelmente iria rasgar tudo antes de conseguir fazer direito. — Não há nada mais valioso do que vem do coração. — comento, voltando a me olhar no espelho. Não estou nada satisfeito com minha aparência. — Você é tão brega e tão clichê. — Sou um romântico apaixonado. Ela faz uma careta e termina de embalar a moldura. Eu não escondo nada da minha irmã, apesar de ser três anos mais nova, somos amigos, ela me conta tudo e eu conto tudo para ela. Obviamente ela sabe que estou apaixonado por Morgana Jones. Ando até o armário do quarto, e pego a sacola que contém uma caixa com o colar. Minha irmã abre a boca em um "O" e eu dou risadas. — Aí sim, agora estou vendo meu irmão de verdade. Sei que você não é nenhum mão de vaca para dar só essa mísera pintura. Bufo uma risada e reviro os olhos. Ela tem razão, eu não economizo quando quero agradar. — Vamos pestinha. Nos preparamos para sair. Estamos na nossa cobertura, meu pai tem casas e apartamentos em quase todos os lugares, não ficamos em hoteis para nossa própria segurança. A festa hoje é só para os jovens, mas sei que ele está por lá cumprimentando os pais de Morgana. Meu pai às vezes finge que está bem, mas eu sei que sente falta da minha mãe todos os dias. Todos nós sentimos falta dela. Ela deixava nossos dias melhores. O motorista estava pronto para nos levar, não demora para chegarmos à mansão dos Jones. Minhas mãos estão tremendo em ansiedade. Gosto de verdade dela, mas odeio como ela faz eu me sentir. Às vezes me sinto patético, alguns dos meus amigos me disseram que estar apaixonado é o mesmo que se sentir humilhado. Concordo em partes, não me sinto humilhado, mas o amor nos torna meio bobos e idiotas. Descemos do carro e entramos, a festa já estava acontecendo. — Minha cunhadinha tem bom gosto, viu? Achei que seria chato, mas pelo visto vou me divertir para caramba. Arqueio uma sobrancelha e olho para a baixinha ao meu lado, nem tamanho tem, nem idade. Essa pestinha só tem treze anos. — Não se esqueça que você acabou de sair da infância, tampinha. E a Morgana não é sua cunhada. Ainda. Ela não é, mas vai ser. Um dia ela será minha. Mas preciso ir com calma, somos adolescentes.Tudo na vida exige calma e equilíbrio. Meu pai sempre diz que temos que manter o controle. Depois de caminhar um pouco pelo salão, avistamos um amontoado de pessoas cumprimentando a aniversariante, minha irmã vai entregar o seu presente e eu espero até que ela fique sozinha para me aproximar. — Está ainda mais linda, bambola. Ela me olha de cima a baixo e franze o cenho, não consigo identificar o que diz o seu olhar, mas ela parece surpresa. — O que aconteceu com você, Vi? "Vi". O apelido que só ela me chama. Meu sorriso se alarga. — O último ano foi difícil, você sabe, minha mãe... — Eu sei, sinto muito. Você está tão... — Gordo? — Eu iria dizer diferente. Mas, bom, eu preciso ir cumprimentar os outros convidados, fique a vontade. — Trouxe seu presente, espero que goste. Lhe entrego e ela sorri gentilmente. — Vou pedir para colocar seu nome e abrir no final da festa, obrigada. — Podemos conversar quando a festa acabar? — pergunto, já ansioso para sentir o gosto do seu beijo novamente. Desde que a beijei passei todos esses meses sem beijar nenhuma garota. Só o amor mesmo para me deixar tão rendido assim. — Talvez. — Talvez? Achei que tínhamos curtido um ao outro e gostado daquele beijo. — Foi só um beijo, Vicente. Passamos um ano sem contato um com o outro, você acha que é meu namorado? Respiro fundo. Eu posso ter sonhado alto, mas ela está diferente. Talvez não tenha gostado do meu aumento de peso. Eu não sou feio, mas ela deve preferir homens com um corpo ideal. Não a julgo, essa pode ser a única explicação para ela estar tão fria comigo. — Não sou seu namorado, só achei... esquece. Feliz aniversário. Me virei sem ver qual foi sua reação. Me sentindo frustrado. Meu ganho de peso, não me sentir bem comigo mesmo, me deixou muito inseguro e com um complexo de inferioridade do caralho. Porra. Eu tenho que mudar isso logo. Um dia eu vou me tornar o chefe de uma máfia, não posso ser fraco. Decido curtir um pouco a festa e ir procurar-lá no final. Claro que nossos beijos são escondidos por enquanto, mas tudo se dá um jeito e lugar não irá faltar. Depois de umas duas horas, as pessoas finalmente começaram a ir embora e a festa foi acabando. Aproveitei o momento em que ela entrou e disfarçadamente fui atrás dela. — Bambola? Me aproximei dela e ela se virou para mim, seu olhar parecia triste. — Está tudo bem com você? — Por que veio atrás de mim, Vicente? Você não consegue me deixar em paz? Suas palavras foram tão ácidas que senti-me corroer por dentro. — Quero saber se está tudo bem. — O que aconteceu há um ano atrás não significou nada, eu nunca tinha beijado antes e tive curiosidade de saber como era. Você não é meu namorado, me esquece e não fica atrás de mim como um perseguidor. Suas palavras foram duras. Pude ouvir o barulho do meu coração sendo despedaçado.Capítulo 57VICENTE Voltamos para o meu apartamento, a noite já tinha se estendido e eram umas onze horas. Enchi a banheira e falei para minha esposa entrar dentro, e eu entrei por trás dela, que se manteve calada o tempo todo.Fiz uma massagem leve em seus ombros, até ela relaxar, depois saímos e tomamos banho. Ela estava com os olhos inchados, parecendo estar distante. A ajudei a vestir a roupa e deitei junto com ela, fazendo um carinho em seu braço até ela dormir.Fiquei olhando para o teto, pensativo, quando tive certeza que ela estava em um sono profundo, já eram quase duas da manhã. Sai da cama com cuidado e cobri ela melhor.Observei ela por alguns segundos, nariz e olhos avermelhados, mesmo dormindo era notório para qualquer pessoa que ela chorou muito. Isso aumentou ainda mais a minha raiva.Troquei de roupas e saí para fora. Deixei as ordens com alguns soldados para fazer a segurança de Morgana e não deixar ela sair caso acordasse, fui para o carro com apenas dois me acom
Capítulo 56VICENTE— É melhor você ficar, vou deixar soldados fazendo sua escolta, eu não vou demorar. — falei tentando convencer Morgana mais uma vez a ficar.Ela balançou a cabeça em negação, se aproximando de mim.— Não insista mais, eu vou com você. — falou e eu respirei fundo.Já era noite, tínhamos acabado de jantar. Não insisti mais e fomos trocar de roupas. Morgana vestiu um vestido longo e sua barriga estava cada vez mais linda, crescendo muito, eu estava ansioso pela chegada do nosso filho.Depois de prontos, segurei a mão dela e descemos para o térreo. Meus soldados de confiança já estavam preparados e entramos no carro.O local era um depósito isolado da cidade e abandonado. Tinham vários soldados fazendo a escolta, ajudei Morgana a descer e ela olhou em volta. A iluminação era fraca e o lugar passava uma vibe sombria.— Tá tudo bem? — perguntei.— Tá. Ela respondeu e eu segurei a mão dela e entramos.O cheiro era de ferrugem, sujeira e coisa podre. Não queria trazer ela
Capítulo 55MORGANA Respirei fundo várias vezes e conforme os funcionários iam entrando eu me preparava psicologicamente. Muitos rostos de funcionários que eu já conhecia estavam ali, alguns eram novos, mas a maioria ainda sabia quem eu era. Não seria difícil falar.Vicente estava ao meu lado, atento, observando, preocupado, me deixando confortável e confiante. Quando todos se acomodaram, eu comecei:— Bom dia a todos, para quem não me conhece, eu me chamo Morgana Jones Esposito. Muitos de vocês aqui já me conhecem, essa empresa foi roubada de mim, mas graças ao meu marido que está aqui ao meu lado, eu recuperei o que é meu. Essa empresa foi construída com muito suor por meus pais, eles batalharam para tudo isso aqui existir, vou continuar honrando o nome deles e tudo que construíram. Hoje, eu estou casada e em breve darei a luz ao meu primeiro filho, colocarei alguém de confiança para cuidar das coisas enquanto eu não estiver presente, mas garanto que estarei acompanhando tudo de pe
Capítulo 54VICENTE Estava me controlando ao máximo, porque minha vontade mesmo era mandar meus homens entrarem aqui e tirar ele escorraçado.E claro, levar ele para ser torturado antes de morrer. Mas, eu tinha uma estratégia, quero dar um pouco de esperança a ele. Uma falsa esperança.— Já que você quer ser mal educado e não quer se sentar. Eu vou começar a falar! Ele ainda parecia sem reação, fiz sinal para um de meus homens e ele trouxe a maleta e me entregou. Abri e tirei alguns documentos de lá.— Aqui estão, documentos simples, você assina e devolve tudo para a dona. Simples e fácil, sem escândalos, não vamos te denunciar. — falei e ele continuou em pé parado.Minha paciência já tinha ido para o espaço, mas eu estava controlando bem.— Mas...eu não peguei nada de ninguém... — Vi ele olhar para Morgana. Ela estava com tanta raiva no olhar que eu nunca tinha visto. Então ele continuou.— Ela que me deu tudo!!Eu ri, mas não tinha humor nenhum.— Isso foi o que você espalhou at





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