O quarto cheirava a medo e perfume, um perfume doce, sufocante, misturado ao aroma metálico do mata-lobos que pairava no ar como fumaça venenosa. Melia estava imóvel no centro do aposento, o olhar perdido em um ponto qualquer da parede, tentando ignorar o peso das mãos que a tocavam.
As servas se moviam em silêncio, como sombras treinadas para não existir. Duas ajeitavam o vestido no corpo dela, um tecido vermelho como sangue fresco, colado à pele como se quisesse lembrá-la de que não havia mai