— Tem certeza de que quer ir? — Juno perguntou, ajeitando a jaqueta preta enquanto se observava no espelho rachado.
Melia estava sentada na beirada da cama, amarrando o cadarço dos tênis baratos que usava apenas para as longas caminhadas entre o bairro dos renegados e o centro. Seus dedos tremiam levemente, e a respiração estava irregular.
— Não tenho escolha, Juno. — respondeu com a voz baixa, quase um sussurro. — Não tem outro jeito. Preciso ir e torcer para que aquela… Mulher me aceite.
— A g