O silêncio da sala parecia pesar mais do que qualquer grito.
Laura terminava de revisar os últimos documentos do dia. As mãos tremiam levemente, não apenas pelo cansaço, mas pela dor surda que se espalhava por todo o corpo — não física, mas emocional. Ele a havia dispensado como se o que todos os momentos que compartilharam não tivesse significado nada para ele.
O som da porta se abrindo novamente no fim do expediente fez seu coração disparar.
Heitor adentrou a sala.
Frio. Impecável. Máscar