— Se você fosse apenas o meu brinquedo — murmurou, a voz rouca, grave, carregada de dor e desejo
— eu não teria colocado uma aliança no seu dedo.
Os olhos dele queimavam, e cada palavra parecia um golpe direto no coração dela.
— Não sou machista, Bianca. Mas nunca, nunca vou aceitar dividir você com homem nenhum. — A proximidade dele era sufocante, os lábios quase roçando na pele dela.
— Sim, eu errei. Eu te traí. Fiz merda... mas nunca foi algo premeditado. Nunca foi uma vingança, como você fez comigo.
A confissão saiu como um rugido abafado, e seus olhos brilhavam de fúria e arrependimento misturados.
Bianca sentiu o corpo inteiro estremecer, a boca seca, o coração golpeando descontrolado. A cada palavra dele, uma parte dela queria ceder. Uma parte gritava para avançar e beijá-lo, arrancar dali a dor com a única coisa que sempre souberam fazer: se devorar.
Mas a outra parte... a outra parte estava ferida, e não iria se dobrar.
Ela ergueu o queixo, a voz firme, mesm