Bianca ergueu o rosto lentamente, as lágrimas ainda presas nos olhos, faiscando em meio à fúria que lhe queimava por dentro. O peito arfava, sufocado por sentimentos contraditórios: dor, mágoa, raiva — e, por trás de tudo, um desejo que ela odiava admitir.
— Pense o que quiser, Fernando — disse, a voz firme, embora trêmula.
— Eu já disse que nunca te traí. Não vou ficar repetindo isso mil vezes. Se você não acredita em mim, o problema é seu.
Ela respirou fundo, tentando manter a postura, ma