Horas depois, a mansão estava mergulhada em um silêncio fúnebre. A movimentação era discreta, quase respeitosa. Homens de terno preto transitavam com sobriedade entre os cômodos, preparando o corpo de Álvaro Arantes para o velório na própria residência, como era seu desejo.
Heitor supervisionava tudo com um semblante endurecido, o maxilar travado e os olhos sombrios. Estava impecavelmente vestido de preto, mas por dentro, em ruínas.
Não chorava. Não permitia. Mas a dor queimava em cada gest