O silêncio que se instalou no apartamento após o último suspiro de Julian era denso, quase sólido. Helena permanecia de pé, observando o rastro de destruição sobre os lençóis de cetim. Ela não sentia o tremor da adrenalina ou o peso do remorso; sentia apenas uma clareza gelada, a mesma que um cirurgião experimenta ao remover um tecido morto. Julian fora seu mentor, seu salvador e, finalmente, seu carcereiro. Ao degolá-lo, ela não apenas eliminara um obstáculo, mas reivindicara para si a herança