O ambiente da delegacia era um mosaico de luzes fluorescentes piscando, o cheiro de café requentado e o som metálico de máquinas de escrever e teclados que pareciam martelar diretamente nas têmporas de Mariana. Ela estava sentada em uma cadeira de metal frio, os olhos inchados, o vestido azul ainda manchado com o sangue seco de Lucas — uma prova escarlate que ninguém parecia querer ver. Ela chorava convulsivamente, não apenas pela dor, mas pela indignação que subia por sua garganta como bile.
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