Geovani não comemorou por muito tempo.
O casamento do Gil ainda ecoa na lembrança do dia anterior— risadas, música, fotos que continuam chegando no celular —, mas, quando a noite cai, ele já está sentado à mesa do escritório. A luz é baixa. O notebook aberto. Pastas alinhadas ao lado. Tudo organizado demais, característico dele.
Celly passa pela porta e observa em silêncio por alguns segundos. Ela já aprendeu: quando ele fica assim, não é ausência. É foco.
— Algo novo? — pergunta, sem entrar.