Perdida no olhar do Marcos pelas palavras ditas, ouço me chamar.
— Ana Carvalho.
Levanto e o Marcos me segue. Achei que ele me esperaria na recepção, mas não falei nada.
A médica era uma senhora de uns cinquenta e poucos anos, loira, olhos claros — um verde que lembrava folhas secas. Uma mulher bonita, simpática e de presença.
Cumprimentou-me e, ao olhar para o Marcos, sorriu:
— Fico muito feliz quando os maridos são presentes.
— Ele é meu namorado — respondi.
Ela riu.
— Então é uma raridade. M