Era ela.
Todo o meu corpo reagiu antes que meu cérebro pudesse processar.
Meu coração disparou como um animal enjaulado, a fadiga desapareceu num instante, substituída por uma onda de adrenalina gelada e aguda.
Saí correndo da academia e atravessei o jardim num salto, com meus olhos escaneando a escuridão.
— Mariana?! — gritei, minha voz saiu áspera e carregada de um pânico que não reconhecia em mim mesmo.
Ela não estava mais no balanço.
Meus olhos se ajustaram à penumbra e vi uma forma no chão, perto dos arbustos que cercavam a cerca da piscina.
Corri e quando cheguei perto, ela estava sentada no chão, encostada na madeira do balanço, segurando o tornozelo.
Seu rosto estava contraído de dor, mas os olhos estavam arregalados de medo, voltados para os arbustos.
— O que foi? O que aconteceu? — perguntei, ajoelhando-me ao seu lado, minhas mãos indo instintivamente ao seu rosto, depois ao ombro, verificando se estava inteira.
O toque na sua pele foi um choque elétrico, mesmo na circu