A casa estava em um silêncio profundo, apenas cortado pelo tic-tar distante do relógio do hall.
Laura dormia há horas.
Eu estava no escritório, tentando me concentrar em um relatório fiscal que se recusava a fazer sentido.
O encontro com Priscila era em pouco mais de uma hora, mas em vez de antecipação, sentia apenas um peso opaco nos ombros. Precisava de água. Talvez algo mais forte depois.
A penumbra da cozinha era quebrada pela luz da geladeira quando a abri. Puxei uma garrafa de água mineral.
Então, um grito estridente e cheio de pânico veio do corredor ao lado da cozinha, onde ficava o quarto da babá.
Meu corpo reagiu antes do meu cérebro. Algo aconteceu com ela? Mas isso não deveria me importar… só que… o tom de terror era inconfundível.
Deixei a garrafa rolar no balcão com um baque e saí correndo em direção ao som, sentindo o coração disparado contra as costelas.
— O que foi? — gritei, chegando à porta fechada.
A porta se abriu de repente, violentamente, e um vulto saiu de