O despertador tocou às seis da manhã. Respirei fundo, pus um sorriso no rosto e fui acordar a Laura.
— Bom dia, princesa! Hora de se transformar em uma super aluna!
O ritual matinal foi mais rápido do que eu imaginava. Laura, ainda meio sonolenta, mas cooperativa, vestiu o uniforme impecável.
Descemos juntas para a sala de jantar. A mesa enorme estava posta, linda e vazia e o lugar de Rodrigo, na cabeceira, estava intocado.
Esperamos. Cinco, dez minutos até que o estômago da Laura começou a roncar baixinho.
Olhei para ela, sentada naquela cadeira grande, balançando os pés que nem tocavam o chão.
Parecia tão pequena e… solitária ali. A raiva da noite passada deu lugar a uma irritação prática.
Ele tinha dito que ela podia comer comigo se ele não aparecesse… Bem, não foi dessa forma, mas é isso… ela não vai mais ficar aqui sozinha.
— Sabe de uma coisa, Laura? — falei, levantando. — Hoje a gente vai fazer um café da manhã de aventura. Vamos comer na cozinha, que é mais quentinho!
Seus