(Visão de Mariana)
Dei um passo para trás, sentindo o coração disparando contra as costelas. Só o que faltava, de todas as pessoas, vou trombar logo com ele.
E ainda derramar água nele… de novo. O universo tinha um senso de humor muito, muito cruel.
Seu rosto era uma escultura perfeita em mármore gelado, mas os olhos… queimavam com uma fúria tão intensa que quase dava para sentir o calor vindo deles.
Suspirei, engolindo o orgulho e o medo.
— Desculpa. — sussurrei, minha voz saindo mais baixa do que eu queria.
— O que diabos você está fazendo na minha empresa? — a voz dele cortou o ar como uma lâmina, cada palavra carregada de veneno. — Quem te deixou entrar?
Meu instinto foi olhar para os lados, procurando uma saída que não existia. Foi quando os salva-vidas, ou os causadores de mais problemas, apareceram.
Paulo surgiu atrás de mim, com o rosto pálido.
— Fui eu. — Sua voz saiu firme, surpreendentemente corajosa. — Eu deixei ela entrar, senhor Ferreira.
Rodrigo se virou para ele, e e