Luís Renato
São seis da manhã e eu já estou de pé e de banho tomado. Pus uma roupa casual e desci as escadas tomado de ansiedade. Tudo aqui está muito quieto e Marta com certeza ainda deve estar dormindo. Estou inquieto e nervoso demais para ficar deitado na cama. Me sento no sofá, encaro o teto branco e depois o meu relógio de pulso e me levanto. Começo a andar de um lado para o outro da sala ampla, com o meu celular em mãos. Na tela, o nome Ana pisca, preparado para chamar a qualquer momento.