Maya
Quando passei pela porta de casa, retirei os sapatos e caminhei para o corredor que levava ao escritório do Victor. As portas estavam fechadas. Depois da sua morte, nunca mais entrei ali. E se todo o medo que me acompanha for por falta de enfrentar os meus próprios demônios? Eu nunca soube onde eles estão. Mas, e se estiverem atrás dessa porta? Preciso abri-la. Girando a maçaneta, entrei. Caminhei para o tapete entre os sofás onde nós nos amamos inúmeras vezes. Senti meu peito se afundar.