Evelyn
Dirigi até Cambridge quase no automático, as mãos rígidas no volante, o peito apertado demais para caber dentro de mim. Não fui direto para o apartamento. Parei num trecho deserto da estrada, um recuo de terra cercado por árvores baixas, onde quase não passava carro algum. Desliguei o motor e o silêncio caiu pesado, opressor. Foi ali que desmoronei.
Chorei como se tivesse ficado pequena de novo, o rosto afundado nas mãos, o corpo inteiro sacudindo, o ar faltando, como se alguém ti