Dante
O telefone vibra sobre a mesa de cabeceira, e o som corta o quarto como uma lâmina.
Ainda estou de camisa, mangas arregaçadas, pensando em Evelyn — sempre nela — quando vejo o nome de Patrick no visor. Algo em mim já sabe. O corpo reage antes da mente. Atendo.
— Fala — digo, a voz firme por fora, tensa por dentro.
Do outro lado, o silêncio dura um segundo a mais do que deveria.
— Senhor… a Evelyn sumiu.
O mundo inclina.
— Como assim sumiu? — pergunto, já de pé, o coração d