[Lucas]
Quando entrei no quarto, vi Nathan segurando a mão de Patrícia. Um impulso imediato de raiva e ciúme me atravessou, tão intenso que quase me fez agir antes de pensar. Queria arrancar aquela mão dele, gritar que só eu deveria tocá-la, só eu deveria estar ali, ao lado dela. Mas respirei fundo, engoli o gosto amargo da inveja e me controlei. Não era o momento.
Pigareei baixo, o som ecoando no silêncio do quarto, para chamar sua atenção.
— O tempo de visita acabou.
Nathan não me olhou. Apen