[Lara]
O corredor do hospital estava silencioso, iluminado apenas pela luz fria e artificial que ecoava nas paredes brancas. Me aproximei de Lucas, que estava sentado em uma das cadeiras de plástico, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto escondido entre as mãos. Murmurei baixo, quase num sussurro, que iria até a cafeteria para respirar por alguns minutos. Ele nem sequer levantou a cabeça, apenas acenou com um gesto vago, distante. Ele estava longe, em outro lugar, em outro mundo. E eu