[ Patricia]
Tranquei a porta do quarto atrás de mim e deslizei até o chão, abraçando os joelhos contra o peito. O silêncio ao meu redor era pesado, quase sufocante, como se cada palavra dita por Ester ainda ecoasse nas paredes, nos cantos, dentro de mim.
Fechei os olhos, tentando conter as lágrimas que ardiam, mas elas deslizavam teimosamente pelo meu rosto. A dor que eu sentia não era uma dor nova, era aquela velha conhecida, que sempre se instalava no fundo do meu peito como um visitante inde