Cally estava sentada no chão do quarto pequeno, costas apoiadas na parede fria, luz amarela fraca do abajur iluminando o espaço apertado.
Na palma da mão havia uma cápsula.
Pequena. Transparente. Com o líquido vermelho-escuro dentro.
Ela girava a cápsula devagar entre os dedos, observando como o sangue modificado captava a luz.
Foi ali, dentro daquele laboratório branco e sem janelas, que ela descobriu o que seu sangue podia fazer.
Não foi por acidente. Foi por ouvir.
Os médicos falavam abertam