O galpão estava gelado, mesmo com os aquecedores ligados. Luzes frias de LED penduradas no teto iluminavam a mesa longa de metal onde cinco homens estavam sentados. O ar cheirava a cigarro, uísque velho e tensão.
Dante ocupava a cabeceira. Braços cruzados sobre o peito, barba por fazer, olhos fundos e sem brilho. Ele não precisava falar muito para que todos soubessem que o ar estava pesado.
Lorenzo, seu braço direito, foi o primeiro a quebrar o silêncio. Jogou uma cápsula preta no centro da mes