Dante se deitou ao lado dela devagar, como se o colchão pudesse quebrar sob o peso da culpa que ainda carregava nos ombros. Não rolou para o outro lado. Não se levantou para fugir. Ficou ali, de lado, olhando para o teto, o peito subindo e descendo pesado, o corpo ainda quente e tenso. O gosto dela ainda estava na boca, impregnado na língua, na barba por fazer, no queixo. Ele passou a mão no rosto uma vez, como se quisesse apagar aquilo, mas só conseguiu espalhar mais.
Cally virou o rosto para