O mundo ao meu redor simplesmente deixa de existir. O tilintar dos talheres de prata nas mesas vizinhas, o murmúrio educado das conversas alheias e o jazz suave que flutua pelo restaurante desaparecem, engolidos pelo vácuo que se forma entre nós dois. Minha respiração trava nos pulmões, um nó seco que me impede de desviar o olhar. Um beijo. Aqui, no centro do Le Jardin, sob os olhares de julgamento da elite que me rodeia, sob as luzes de cristal que parecem testemunhas silenciosas da minha qued