Daniel
O portão da oficina range da mesma forma de sempre, mas o som parece mais alto hoje. Talvez seja o contraste com o silêncio ensurdecedor dos corredores acarpetados do resort onde passei os últimos três dias. Estaciono meu carro velho na vaga de sempre, sentindo o cheiro de óleo e metal me dar as boas-vindas. É um alívio. O terno de Marco está guardado, e eu estou de volta à minha farda: jeans gasto, bota de couro e uma regata preta que já viu dias melhores.
Assim que coloco os pés no gal