Isadora
O silêncio que fica depois que o helicóptero some é de um tipo que eu não conhecia. Não é o silêncio do apartamento vazio às seis da manhã, quando a cidade ainda não acordou, mas já respira. Não é o silêncio dos corredores da Villela depois de uma reunião que correu mal, quando todo mundo sai com as palavras não ditas pesando mais do que as ditas. É outro. É o silêncio que existe quando um dia muito cheio termina e as pessoas que o preencheram foram embora e sobrou o essencial — o vento