Terça-feira,
Isadora
O café da manhã na mansão Villela nunca é apenas uma refeição; é uma conferência de cúpula disfarçada de ambiente familiar. É um campo minado de etiquetas e silêncios calculados. O som da prataria batendo na porcelana de Limoges parece mais alto do que o normal, e o cheiro de café fresco e croissants não consegue disfarçar a tensão que paira sobre a mesa de carvalho, saturada pela autoridade do meu pai.
Otávio Villela está na cabeceira, os olhos fixos em um tablet. Minha m