Cruzo os braços, a postura defensiva, mas a voz firme. — Vice-presidente.
Ninguém ri dessa vez. O choque é palpável, a incredulidade estampada em cada rosto. O Juninho abre a boca, fecha, abre de novo, como se a palavra se recusasse a sair.
— Vice-presidente — ele repete, a voz quase inaudível, como se a palavra tivesse um peso que ele ainda está aprendendo a segurar, um fardo que ele não esperava.
Rodrigo passa a mão pelo rosto e solta uma risada curta, sem humor, mais espanto do que graça. —