Mundo de ficçãoIniciar sessãoO passado sempre volta a bater na porta quando menos se espera. Até onde vai os limites de uma mulher quando o destino prega peças diabólicas? Charlotte lutou a vida toda contra seus medos e traumas. Quando finalmente se permite viver, a vida lhe dá uma rasteira e novos acontecimentos desencadeiam suas lembranças e ela é obrigada a fugir para sobreviver, mas até quando continuará sua fuga?
Ler maisAo voltar para casa, Charlotte tomou um banho demorando, sentindo a água em cada parte do seu corpo. Quando bateram à porta, ela saiu do banheiro enrolada na toalha, para atender, já sabendo ser Alan, seu perfume inundou o ambiente, muito bem-vestido e cheiroso, ela tinha que admitir que ele mexia com sua libido e provocava todos os tipos de pensamentos sexuais. Ela queria se perdoar e voltar a viver, embora muitas vezes a velha culpa tivesse feito morada em seu coração, ela afastou esses pensamentos, sorriu e disse:— Oi! Pode entrar.Alan, com um semblante tranquilo, perguntou:— Como foi seu dia? — Já sabendo a reposta, pois colocou um detetive para segui-la 24h.— Foi bom, dei uma volta, refleti sobre umas coisas, precisamos conversar.Alan senta e volta toda sua atenção para a garota, olhando em seus olhos e, enrol
Por mais que tentassem conversar, e sorrir naturalmente, existia lá no fundo do peito, um sentimento preso, sufocado, afiando suas garras, esperando o momento certo para emergir. Nos primeiros dias em casa, Charlotte teve muitos pesadelos onde ficava presa em uma espécie de dança da morte, as sombras saiam do chão e a levavam arrastada por correntes de fogo, sempre acordava gritando e com falta de ar. A história se espalhou e todos os jornais ligavam para marcar entrevistas, no portão do prédio sempre tinha algum jornalista escondido, batendo fotos, e a menina que sempre sonhou ser invisível agora era vista por todos, isso fez com que se trancasse cada vez mais, em seu próprio mundo, sentava na varanda e observava o tempo, presa em uma apatia que nada nem ninguém conseguia colocar um fim. Alan sentava ao seu lado em silêncio e passavam horas sem fazer um único barulho, seus abismos se conectavam de uma maneira impossível de compreender, era quase c
Edgar pegou as chaves do carro e saiu cantarolando, dirigiu até uma clareira na floresta onde estacionou o carro longe da propriedade, apanhou um punhal e clorofórmio no (porta) luvas, passou a mão no rosto e deu um sorriso satisfeito enquanto via seu reflexo no espelho do retrovisor. Seguiu o restante do caminho até a mansão a pé, arrumou-se para reencontrar Charlotte, planejava cortaria seu pescoço, mas não antes de sentir aquele corpo infantil novamente, isso era o que desejava mais-que-tudo, não importava nem mesmo sua vida ou liberdade, sentia-se preso a filha como uma mosca presa na teia, ela era sua maior fonte de obsessão, seu trabalho incompleto, precisava matá-la e completar seu ciclo.— Alan, não estou vendo os policiais lá embaixo, as viaturas estão e eles não, será que foram andar pelo terreno?&mda
Edgar tomava uma taça de vinho, muito calmo e ansioso pelo encontro com a filha, ele pensou nela cada segundo em que esteve preso, farejava o ar como um animal buscando pela presa. Agora que a menina já era uma mulher feita, ele devia terminar o que começou anos atrás, ela foi a única que viveu, pelo simples fato de que foi preso antes de concluir seus planos, seu legado estava estampado nos lindos olhos da filha, mas ele manteve por tempo demais o gosto dela em seus lábios, estava na hora de dizer adeus, usaria de toda sua criatividade para matá-la, afinal, ela era muito especial. Por hora, se livraria da sua cúmplice, que não tinha mais serventia, e possuía uma alegria que o incomodava, com aqueles olhos vibrantes que ele sentia vontade de arrancar com as próprias mãos.— Demorou para abrir a porta.— Ela est&aacut
Último capítulo