Lisanne não conseguia fechar os olhos.
As sombras do quarto pareciam se mover. Cada ruído no corredor, cada dobra do tecido da manta, fazia seu coração disparar como se o horror pudesse recomeçar a qualquer instante. O peso do toque indesejado ainda queimava em sua pele. Era como se estivesse suja por dentro — uma sujeira que nenhuma água seria capaz de lavar.
Josy foi a primeira a entrar, os olhos marejados de um pranto que ela não deixava cair. Sentou-se ao lado da amiga e segurou sua mão