A noite já se acomodava nos corredores da mansão como um véu espesso e silencioso. As velas em suportes de pedra ardiam baixo, lançando sombras delicadas pelos azulejos da cozinha.
Lisanne empurrou a porta com o ombro, os pés descalços tocando o chão frio. A brisa leve que entrava pela janela semiaberta carregava o aroma de terra úmida e flores noturnas. O silêncio era quase confortável.
Quase. Ao dar dois passos, ela o viu.
Lian estava junto à janela, apoiado com o antebraço no parapeito,