Lilian
O amor é uma droga. Doce. Amarga. Adictiva. É devastador. Consolador.
O amor tem dois polos. Positivo e negativo. O bom e o mau.
Para que amar? Se eu nunca soube o que era o amor.
Eu nunca conheci Lucian de verdade. Realmente tentei desvenda-lo. Mas estava cega e viciada. Viciada em algo que era óbvio para todos.
Seus braços me envolviam, igual um cobertor quente em uma noite fria. Seu rosto estava sereno, como se nada tivesse mudado.
— Porquê você não tenta descansar? — murmurou, grogue pelo sono.
Mesmo descansando ele ainda parecia um anjo. Agora vejo porquê ele tem a alcunha do anjo caído.
Fechei os olhos e tentei pensar em todos nossos momentos felizes. Mas meus esforços só me machucavam ainda mais. Como espinhos em minha corrente sanguínea. Respirei fundo, uma respiração controlada, que apaziguava os meus enjoos.
— Não chore meu bem. — Ele abriu seus olhos, verdes igual Jade, vazios como o limbo. Ele encaixou a lágrima com o polegar e como de costume levou a boca.