Lucian
Eu sempre soube que a linha entre o amor e a monstruosidade era fina demais para alguém como eu. O mundo inteiro podia me chamar de demônio, de psicopata, de aberração, nada disso me incomodava. O que me corroía por dentro era a certeza de que, mesmo sendo tudo isso, eu ainda era o único homem que ela precisava. Mesmo que ela nunca aceitasse. Mesmo que me odiasse por isso.
Ela negava. Negava com a força de quem prefere sangrar até a morte a admitir que pertence a alguém. Mas aquela verda