Lilian
Minhas mãos estavam agora, manchadas de sangue. Sangue de um homem inocente.
Foi tudo culpa minha.
Minha, e de mais ninguém.
Arthur morreu por minha causa e essa verdade esmagava meu peito com uma constância cruel, como um castigo que se repetia a cada respiração. Não importava quantas vezes eu tentasse reorganizar os acontecimentos na minha mente, o desfecho era sempre o mesmo. Eu amei um monstro, e esse amor havia custado uma vida.
Eu não queria mais amar um demônio.
Não queria mais se