Eliza
A manhã estava calma como sempre, e o sol entrava tímido pelas janelas de vidro do meu duplex. O aroma de café recém-passado se misturava ao cheiro leve de pão de fermentação natural que a governanta preparava desde cedo.
Sentei-me na poltrona da sala, com meu robe claro, observando o movimento discreto da casa acordando. Mas o que mais prendia minha atenção era o som suave que vinha do andar de cima, a minha neta iniciando a manhã dela.
Passei as últimas horas antes da chegada dela prepa