Alonzo
A luz entrou pelas frestas da cortina como um lembrete de que algo iria me destruir. Não foi a luz que me acordou. Foi a dor. A cabeça latejava. A boca estava seca. O cheiro de álcool ainda estava no ar, misturado com perfume feminino e algo que eu não queria identificar.
Abri os olhos devagar. Demorei dois segundos para entender onde eu estava. Não no meu quarto. O lençol revirado. O travesseiro no chão. O abajur torto. Virei o rosto para a esquerda e o mundo parou.
Antonella dormia ao